Iniciativas

Conheça as iniciativas apoiadas pela Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto:

Governo

Contexto: a participação do governo é essencial para impulsionar e dar suporte ao ecossistema de investimentos e negócios de impacto. observando experiências internacional, entende-se que o governo pode ter ação estruturada em torno de três papéis:

1. Como Fomentador, direcionando políticas públicas e recursos para o fortalecimento de agendas e redes relacionadas a impacto, apoiando por exemplo o empreendedorismo social, a aceleração e incubação de negócios e a mensuração de impacto.

2. Como Regulador, buscando um ambiente legal favorável ao desenvolvimento de negócios e à alocação de capital em investimentos de impacto.

3. Como Comprador de produtos e serviços provenientes de Negócios de Impacto;

No âmbito federal, é importante destacar a criação em dezembro de 2017 da Enimpacto – Estratégia de Investimentos e Negócios de Impacto. Trata-se de um decreto presidencial que institui um conjunto de temáticas que devem ser discutidas e implementadas por diversos atores públicos em parceria com a sociedade civil.

O que estamos fazendo hoje?

Outras iniciativas

Mensuração de Impacto

Contexto: Amadurecer as discussões e ferramentas para mensurar o impacto efetivo de negócios de impacto é importante para dar coerência e concretude ao compromisso de entregar a transformação socioambiental acordada – seja com investidores, clientes ou apoiadores. Um dos pilares da agenda dos investimentos e negócios de impacto é sua preocupação em fomentar soluções de mercado que sejam eficientes na resolução de desafios sociais e ambientais. E comprovar essa tesa é a barreira que irá garantir credibilidade e o crescimento deste setor.

Qual o diferencial da avaliação de impacto em Investimentos e Negócios de Impacto?

1. Natureza dos resultados: devemos olhar a performance dos empreendimentos nos âmbitos do impacto socioambiental e dos resultados financeiros.

2. Natureza das relações: a expectativa de impacto socioambiental com resultados financeiros implica que devemos considerar a especificidade dos atores envolvidos nesse campo: o que pensam, esperam, valorizam e priorizam como resultado os empreendedores, investidores e beneficiados/consumidores dos modelos de negócio de impacto?

O fortalecimento de uma cultura de mensuração de impacto no Brasil seria proveitoso para:

    • estabelecer linguagem comum, com dados, indicadores e métricas de impacto disseminadas, comparáveis em nível global;
    • fortalecer empreendedores, financiadores e organizações intermediárias qualificadas para realizar e discutir avaliações de impacto;
    • garantir mais negócios e portfólios de investimentos avaliados pelo impacto social e/ou ambiental que promovem.

    As barreiras para que mais negócios de impacto incorporem em sua gestão práticas de mensuração de impacto podem ser sintetizadas em:

      • Alinhamento conceitual: falta clareza sobre a definição de impacto e sobre a relação causal entre a solução oferecida e a transformação esperada, além da diferença de expectativas entre os envolvidos sobre os impactos esperados e possíveis.
      • Capacidade técnica: falta conhecimento e propriedade sobre metodologias de mensuração de impacto ou de parceiros com competência para esse processo (nem sempre cabe ao empreendedor conduzir um processo de mensuração de impacto).
      • Recursos: falta tempo e dinheiro para que o empreendedor possa se dedicar à mensuração de impacto frente a diversas demandas do dia a dia do negócio.

O que estamos fazendo hoje?

  • Jornada de Mensuração de Impacto: a Aliança tem uma hipótese de que a academia deveria assumir um papel de destaque no apoio a empreendedores que querem avançar na mensuração de seu impacto. Por isso, em parceria com o a rede de professores universitários do Programa Academia ICE, temos acompanhado um grupo de 12 professores que tem trabalhado em conjunto com empreendedores de impacto de suas regiões para desenvolver ferramentas e conteúdos que possam organizar as práticas de mensuração de impacto de negócios.

Outras iniciativas

  • Oficina de Mensuração de Impacto: coordenada pelo Insper Metricis em parceria com a Aliança pelo Impacto entre 2016 e 2018, o grupo segue os trabalhos (sob a lideranças do Insper Mestricis) com encontros bimestrais para troca de experiências e discussão de casos práticos.
  • Publicação de casos clínicos de mensuração de impacto, parceria entre Aliança e Insper Metricis, para ampliar referências práticas. Caso Rede Asta e ASID Brasil.
  • Modelo C: metodologia desenvolvida pelo Sense-Lab e Move Social, com apoio do ICE e Fundação Grupo Boticário, para integração de duas ferramentas de negócio (Canvas e Teoria de Mudança) para garantir coerência entre a estruturação do modelo de negócios com a geração de transformação socioambiental. Clique para ver detalhes.
  • Guia Prático de Avaliação para Negócios de Impacto Social: publicação da Artemisia, Agenda Brasil do Futuro e Move Social com passo a passo para estruturar e implementar mensurações de impacto. Clique para acessar.
  • Impact Management Project: rede global que tem estudado conceitos e metodologias para criar referências sobre mensuração de impacto. Clique para acessar.

Fomento a projetos inovadores

Contexto: A Aliança não tem a intenção de implementar diretamente as recomendações para o avanço da agendo dos investimentos e negócios de impacto no Brasil. Cabe a Aliança pensar em estratégias para atrair e fortalecer atores desse ecossistema, além de estimular e financiar projetos inovadores ligados às recomendações.

Periodicamente a Aliança busca identificar lacunas, gargalos e oportunidades que, devidamente discutidos e direcionados, poderiam impulsionar os investimentos e negócios de impacto. O passo seguinte é engajar e apoiar organizações dispostas a agir de forma inovadora sobre esses cenários. A Aliança tem oferecido recursos para que iniciativas como essas se tornem realidade.

O que estamos fazendo hoje?

  • Chamada Impulse: mapeamento e fomento de ações inovadoras que possam endereçar desafios mapeados para o fortalecimento dos Investimentos e Negócios de Impacto no Brasil, gerando conhecimento e referências inspiradoras. A primeira edição, realizada em 2018, apoiou em 5 iniciativas (dentre as 107 propostas recebidas), que abordavam temas como empreendedorismo de impacto na periferia, capital semente e conexão com grandes empresas. A segunda edição da Chamada Impulse, realizada em 2019, apoiou outras 6 iniciativas em temas como boas práticas na academia e comunicação para atração de novos empreendedores para a agenda de impacto. Para conhecer os temas e projetos apoiadas na edição de 2019, leia http://ice.org.br/alianca-pelos-investimentos-e-negocios-de-impacto-anuncia-selecionados-pela-edicao-2019-da-chamada-impulse/

Outras iniciativas

  • Lab de Inovação em Finanças Sociais: em parceria com a Aoka Labs, a Aliança implementou duas edições (2016 e 2017), do laboratório inspirado na Teoria U que reuniu lideranças de diferentes organizações (empresas, institutos, fundações, academia, aceleradoras e incubadoras, governo e empreendimentos de impacto) para identificar oportunidades no campo e cocriar protótipos de ação colaborativa alinhados às recomendações propostas pela Aliança. Dentre os protótipos surgidos nos Labs, destacam-se o FIIMP (Fundações e Institutos de Impacto), o ForImpact (Family Offices de Impacto), o Fundo Étitodos, e as publicações que a Aliança lançou para conectar grandes empresas e gestores municipais com o ecossistema de impacto.
  • Prêmio Jornalista de Impacto: idealizado pela Aliança e liderado pela ponteAponte, o prêmio reconhece o trabalho de jornalistas que disseminem o tema de Investimentos e Negócios de Impacto no Brasil nos mais diversos formatos e plataformas (como reportagens em jornais e revistas impressos ou online, rádio ou TV).

Conexão com empresas

Contexto: As grandes empresas têm ampliado nas últimas décadas o seu compromisso em monitorar suas intervenções negativas e promover transformações socioeconômicas positivas repensando os seus processos de produção, logística, suprimentos e relacionamento com comunidades do entorno. Contudo, pode-se dizer que a maioria das grandes empresas não são caracterizadas como negócios de impacto. Ainda assim, é desejável que as grandes empresas se conectem ao ecossistema de investimentos e negócios de impacto.

Há diversos motivos para intensificarmos essa aproximação:

  1. Grandes empresas podem ganhar eficiência e sustentabilidade ao contratar negócios de impacto com soluções para desafios de operação da empresa
  2. Grandes empresas podem qualificar sua aproximação com novos mercados e identificação de novas oportunidades de inovação e novos negócios.
  3. Grandes empresas podem fomentar uma cultura organizacional empreendedora e inovadora, inclusive transformando esses valores em posicionamento de marca.

Nesse contexto, a grande empresa pode se relacionar com negócios de impacto através da contratação direta, repasse de recursos financeiros (via investimento, crédito ou doação), apoio técnico (mentoria, aceleração, abertura de laboratório) ou apoio comercial (conexão com mercados).

As grandes empresas deveriam considerar os negócios de impacto como potenciais parceiros criativos e ágeis para repensar a sua forma de fazer negócio e reforçar sua relevância para as pessoas e o planeta – na medida em que buscariam se conectar a problemas sociais ou ambientais reais e atuais.

O que estamos fazendo hoje?

  • A partir do diagnóstico de que faltam casos concretos de grandes empresas com estratégias de atuação com negócios de impacto, Aliança se associou a PwC para estruturar um estudo com uma dezena de casos que pudessem inspirar e influenciar gestores de grandes empresas a estruturarem iniciativas com esse foco. Esse documento será lançado no final de 2019 e, a partir dele, será desenhado um plano de ação para ampliação do número de novos casos.

Outras iniciativas

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